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Os 4 principais erros de relacionamento com Planos de Saúde.

O bom relacionamento com as Operadoras de Saúde pode ser recompensador.

Trago aqui dicas para melhorar esta relação. Pude observar as dores de ambos os lados, trabalhando como prestador e posteriormente em algumas operadoras. Então vamos aos 4 erros mais comuns:

1. Não estabelecer uma rotina de contatos
Ao ser credenciado por um Plano de Saúde, ligue para o setor de credenciamento e pergunte se há alguma orientação de rotinas na sua especialidade. Nestas rotinas, geralmente é comunicado como devem ser feitas as solicitações e os prazos de autorização.

O conteúdo dos pedidos médicos não está no mérito aqui, mas sim como você pode orientar sua equipe para fazer da forma e pelos canais corretos. Você com certeza ganhará muito em agilidade nas suas autorizações.
Tenha um bom relacionamento com o setor e coloque-se a dispor para casos agudos e complexos, isso é o início de um possível referenciamento.

2. Relatórios médicos pobres de dados ou incompletos
Não ache que o Plano de Saúde saiba exatamente o que se passa na sua sala de consultório. Então, ao fazer qualquer solicitação, mande um relatório legível e bem detalhado do caso do seu paciente.Nesse caso, o excesso é benéfico! Vai te livrar de muito retrabalho fazendo um novo pedido.

E a dica vale também para os cirurgiões que fazem pedido de OPME. Aproveite e coloque um relatório médico junto da solicitação do OPME. Se tiver algum material não usual naquela cirurgia, cite-o e o porquê da necessidade do mesmo e deixe um telefone de contato seu o de sua equipe para eventual discussão do caso.

3. Não ter pleno conhecimento sobre o ROL da ANS.
Esta é a lista de procedimentos com cobertura obrigatória pelos Planos de Saúde. Alguns procedimentos têm diretrizes de autorização, ou seja, regras para enquadramento na cobertura obrigatória. Veja na(s) sua(s) especialidade(s) o que é coberto.

Descobrir previamente o que não é coberto pelo plano ajuda a diminuir a saia justa que é bem comum, quando há a necessidade de um exame, terapia ou procedimento, mas você alerta ao paciente que mesmo sendo necessário, o plano pode não cobrir. Quanto maior o conhecimento sobre o ROL, maior o alinhamento de expectativas.

4. Não codificar os procedimentos nas solicitações aos planos.
Hoje em dia temos codificação para quase todos os procedimentos, exames, medicamentos e materiais que abrangem a saúde. Abrangendo ainda outras áreas como odontologia, fisioterapia, nutrição, fonoaudiologia, psicologia, por exemplo.
Essa codificação se chama TUSS (Terminologia Unificada da Saúde Suplementar) é o que expressa de forma clara o que você solicitou. Quando não há o preenchimento do código na guia da operadora, somente a descrição do procedimento, você deixa a cargo de outra pessoa, na operadora, fazer isso por você. Essa codificação é importante pois ela alinha exatamente o que você quer pedir e orienta a operadora na sua remuneração.

Atenção!
Geralmente a relação com a operadora começa de uma forma amigável e feliz, pois há muita procura por credenciamento hoje em dia, e pode evoluir para situações desgastantes e estressantes. O caminho no melhor entendimento começa em você ler o contrato com as regras para atendimento daquele plano e sempre busque o diálogo.
Tenho certeza que, desta forma, todos sairão ganhando.

Converse com nossa equipe e saiba mais como ajudamos sua gestão de pagamentos de Planos de Saúde e Particular clicando aqui.

Escrito por Dr. Luciana Lessa – COO e Co-Founder da Medicinae Solutions. 😀

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